
Como fazer com que os conteúdos da sua instituição sejam relevantes e cheguem a pessoas que não te conhecem? É possível tratar temas sérios e complexos de forma leve e com linguagem simples? Esses foram alguns dos temas tratados pela coordenadora de Multimeios do Supremo Tribunal Federal (STF), Fábia Galvão, em evento organizado pelo Tribunal de Contas do Estado do Espírito Santo (TCE-ES).
Fábia participou do lançamento do guia de boas práticas de redes sociais, material produzido pela Secretaria de Comunicação do TCE-ES. Em sua apresentação, Fábia fez uma contextualização do tema, abordou o uso de redes sociais por órgãos públicos, falou sobre influenciadores digitais, a importância da linguagem simples, antirracista e anticapacitista, além de dicas para profissionais que fazem parte de equipes de comunicação.
“O que estava acontecendo no Brasil na década de 80, quando começou a ser discutida a comunicação governamental?”, perguntou. “A nossa Constituição é de 1988, passamos por grande desenvolvimento tecnológico, e muitas outras coisas mudaram. Hoje, comunicação é transparência. É acesso à informação de interesse público, construção de imagem, promoção da cidadania e integração”, comentou.
Desafios e exemplos
Fábia dedicou boa parte de sua apresentação a mostrar, de forma prática, quais os principais desafios para as comunicações, assim como para mostrar bons exemplos de instituições que ousaram e tiveram bons resultados.
Entre os desafios citados pela especialista estão a dificuldade de integração, em acertar o momento das publicações, fazer com que os conteúdos cheguem a pessoas que ainda não conhecem a instituição, desinformação e a ‘tiktokização’ dos conteúdos. “Muitas pessoas têm dificuldade em se concentrar por mais de 30 segundos – ouvem os áudios sempre em ‘x1.5’, colocam vídeos em ‘x2’. E nem todo assunto pode ser explicado em apenas 30 segundos”, avaliou.
Na sequência, foram apresentados casos de sucesso, como o da prefeitura de Curitiba, utilizando as redes sociais, campanhas do Tribunal Superior do Trabalho (TST), além de trabalhos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e STF.
“Em muitas instituições, entra ano, sai ano, os assuntos são os mesmos. Mas é importante olhar para os assuntos de uma forma diferente. Tentar alimentar nosso repertório para olhar para o nosso objeto de uma outra forma”, exemplificou.
Linguagem simples
Por fim, a coordenadora de Multimeios do STF falou sobre a importância da realização de parcerias (collabs) com influenciadores, e da necessidade da utilização de uma linguagem não-sexista, não-capacitista, antirracista e simples.
“Tem um movimento internacional que coloca quem lê em primeiro lugar. Quando a gente está em processo de alfabetização, a gente escreve para si mesmo. E escrever para os outros é um exercício de humildade muito grande. É um exercício de empatia”, ressaltou.
Ao final, Fábia ficou à disposição para responder as perguntas feitas pelos participantes. Ela também passou a palavra ao trio de influenciadores capixabas Cauwave – formado pelos irmãos Cainã, Cauê e Ynaê. Recentemente, o trio participou de uma imersão no STF junto com outros vários influenciadores.
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